A bioimpressão 3D revolucionou a engenharia de tecidos, permitindo a criação de estruturas complexas que imitam órgãos humanos. No entanto, um dos maiores desafios da nossa área é criar uma “biotinta” (bioink) que seja ao mesmo tempo forte o suficiente para manter sua forma e suave o suficiente para que as células sobrevivam e prosperem.
Recentemente, pesquisadores do nosso ecossistema científico (incluindo autores de instituições brasileiras como a UFSCar e UNIFESP) publicaram um estudo detalhando uma nova formulação de biotinta baseada em um sistema de rede dupla: GelMA (Gelatina Metacrilada) e GG (Goma Gela).
Legenda: Etapas processuais para a bioimpressão 3D de estruturas (scaffolds) de gelatina metacrilada (GelMA) / goma gela (GG).
Para tecidos do sistema nervoso central ou cartilagem, a biotinta precisa ser biocompatível e ter propriedades mecânicas ajustáveis.
O estudo testou diferentes concentrações desses materiais e chegou a conclusões fundamentais para o avanço da biofabricação:
Este estudo não apenas fornece uma “receita” otimizada para bioprinting, mas também abre portas para:
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Referências:
BACKES, E. H. et al. Balancing Strength and Cell Viability in Gelatin Methacrylate/Gellan Gum Bioink Formulations. ACS Omega, v. 11, n. 10, p. 15911–15921, 03 mar. 2026. https://doi.org/10.1021/acsomega.5c09665